Antes de atravessar o Atlântico sozinho, o navegador brasileiro já havia enfrentado os Andes sobre uma Honda CB750 Four. Essa história ganha espaço no filme “100 Dias”, que estreou nos cinemas em 29 de outubro.

Antes das grandes expedições marítimas, Amyr Klink já conhecia o mundo de moto.
Em 1978, aos 23 anos, ele partiu para sua primeira grande aventura internacional sobre duas rodas, a bordo de uma Honda CB750 Four, a moto que o Brasil apelidou de 7 Galo.
Não foi passeio de fim de semana. Klink atravessou o Brasil, enfrentou a Cordilheira dos Andes e chegou ao Chile, numa jornada de milhares de quilômetros.
Seis anos depois, faria a travessia que o tornaria conhecido no mundo todo. Mas a estrada veio antes, e agora essa ligação entre o navegador e o motociclismo chega aos cinemas.
A Honda 7 Galo no filme “100 Dias”

Estreou nos cinemas brasileiros em 29 de outubro de 2026 o filme “100 Dias”, dirigido por Carlos Saldanha e inspirado no livro autobiográfico Cem Dias Entre Céu e Mar.
A produção conta a travessia que Amyr Klink fez em 1984, quando partiu sozinho da Namíbia, na costa africana, rumo ao Brasil, num pequeno barco a remo. Foram 100 dias no Atlântico Sul, em isolamento e sob condições adversas.
O longa também volta a momentos anteriores da vida do navegador, e é aí que aparece a Honda CB750 Four. Patrocinadora oficial do filme, a Honda Motos participa da produção com a moto que de fato fez parte da juventude de Klink.
Para quem viaja de moto, é uma das histórias mais interessantes por trás do lançamento.
A motocicleta que marcou uma geração



Apresentada em 1969, a CB750 Four ajudou a mudar o mercado mundial, com um nível de desempenho e tecnologia que representava um salto para a época.
Seu motor de quatro cilindros em linha, de aproximadamente 750 cm³ e com comando de válvulas no cabeçote, combinava potência e suavidade, e chamou a atenção dos motociclistas. Outro destaque era o freio dianteiro a disco, solução ainda pouco comum em motos de grande produção naquele período.
A CB750 Four conquistou admiradores pelo mundo e ajudou a estabelecer o conceito moderno de superbike. No Brasil, ganhou o apelido de 7 Galo e permaneceu na memória de várias gerações.
Para Klink, porém, a moto significou mais do que a ficha técnica: foi a escolhida para uma viagem internacional que antecedeu as grandes expedições marítimas.
Dos Andes ao Atlântico: duas viagens, o mesmo espírito

Uma longa viagem de moto e uma expedição pelo oceano são experiências muito diferentes, e a ida aos Andes não se compara à travessia solitária do Atlântico. Mesmo assim, nas duas o planejamento pesa: conhecer o equipamento, avaliar o percurso, lidar com imprevistos e decidir longe de casa fazem parte da jornada.
E o desejo de explorar novos caminhos já estava presente muito antes de Klink ganhar reconhecimento internacional. Essa é a ligação entre a 7 Galo e o filme.
Para muitos motociclistas, a CB750 Four será uma atração à parte. Para outros, a história pode despertar a curiosidade sobre uma fase menos divulgada da vida de Amyr Klink.
No fim, “100 Dias” é uma aventura no mar, e a 7 Galo lembra que, antes de enfrentar o oceano, Amyr Klink já tinha muita estrada para contar.
Fontes: Honda Motos do Brasil, Motociclismo Online, Revista Moto Adventure e informações de divulgação do filme “100 Dias”.



