Oito dicas para viajar de moto pela Argentina: o que aprendi depois de mais de 20 anos de estrada

Abastecimento, hospedagens, alimentação, ultrapassagens, fiscalização e costumes locais: orientações práticas para quem pretende explorar a Argentina de motocicleta, reunidas ao longo de mais de duas décadas de viagens pelo país.

Viajar de moto pela Argentina é uma experiência que dificilmente decepciona. O país reúne milhares de quilômetros de estradas, paisagens que mudam completamente de uma região para outra e uma variedade impressionante de destinos. Das planícies intermináveis da Patagônia às montanhas dos Andes, passando pelas regiões vinícolas, pelos lagos e pelas cidades do interior, sempre existe algum motivo para voltar e descobrir um caminho diferente.

Entretanto, por mais familiar que a Argentina possa parecer aos brasileiros, existem particularidades que merecem atenção. Alguns hábitos são diferentes dos nossos, determinadas situações exigem cuidados específicos e pequenas decisões tomadas durante o planejamento podem influenciar bastante a qualidade da viagem. Nada disso deve ser motivo para preocupação, mas conhecer essas diferenças antes de sair de casa ajuda a evitar contratempos.

Depois de mais de vinte anos viajando de motocicleta pela Argentina, reuni algumas orientações que considero especialmente úteis para quem está planejando sua primeira viagem ao país. Não são regras absolutas nem soluções que funcionam em todas as circunstâncias, mas práticas que adotei ao longo dos anos e que me ajudaram a viajar com mais segurança, tranquilidade e liberdade.

1. Abastecimento: não espere o combustível chegar à reserva

Uma das primeiras recomendações que faço a quem pretende viajar de moto pela Argentina é administrar a autonomia da motocicleta com uma boa margem de segurança. Embora exista uma rede de postos que atende satisfatoriamente muitos dos principais corredores rodoviários, as distâncias entre cidades podem ser consideráveis, principalmente quando deixamos os roteiros turísticos mais movimentados e avançamos pelo interior do país.

Costumo adotar uma estratégia simples: sempre que possível, procuro abastecer depois de percorrer aproximadamente 150 a 200 quilômetros desde a última parada. Isso não significa que seja necessário interromper a viagem rigorosamente a cada distância percorrida, mas que prefiro aproveitar uma boa oportunidade de abastecimento a seguir adiante contando com a existência de outro posto que talvez esteja fechado, sem combustível ou distante demais.

Naturalmente, essa referência precisa ser adaptada à autonomia de cada motocicleta e às características da região. Uma moto com tanque pequeno exige cuidados diferentes de uma big trail preparada para longas distâncias, assim como um trecho isolado da Patagônia merece um planejamento mais conservador do que uma rodovia próxima de grandes centros urbanos. Antes de sair, vale identificar as localidades existentes ao longo do percurso e verificar onde haverá oportunidades de abastecimento, especialmente nos trajetos mais remotos.

Outra vantagem dessa estratégia é transformar o abastecimento em uma pausa útil. Aproveito para beber água, movimentar as pernas, descansar alguns minutos e observar as condições gerais da motocicleta. Em viagens longas, esses pequenos intervalos ajudam a reduzir o desgaste físico e permitem perceber algum problema antes que ele se transforme em algo mais sério.

Minha preferência é começar o dia com o tanque cheio e procurar mantê-lo sempre com uma boa reserva. A tranquilidade de saber que existe combustível suficiente para continuar a viagem vale muito mais do que alguns minutos economizados ao passar direto por um posto.

2. Hospedagem: preserve a liberdade de mudar seus planos

Quem viaja de motocicleta sabe que nem sempre o dia termina exatamente onde foi planejado. Uma mudança inesperada no tempo, um pneu furado, uma estrada em obras ou simplesmente a vontade de permanecer mais algumas horas em um lugar interessante podem alterar completamente o roteiro. Por isso, evito, sempre que possível, fazer reservas de hotéis com pagamento antecipado e sem direito a reembolso.

Imagine ter uma hospedagem paga em determinada cidade e, durante o trajeto, encontrar uma chuva intensa que torne mais prudente encerrar o deslocamento antes do previsto. Além da preocupação com o tempo e com a segurança, você ainda terá de lidar com a possibilidade de perder o valor da diária. Para mim, essa obrigação de chegar a qualquer custo compromete justamente uma das maiores vantagens de viajar de moto: a liberdade.

Como costumo reservar meus hotéis

Meu procedimento habitual é definir, no planejamento, a cidade onde pretendo passar a noite, mas deixar a reserva para quando estiver aproximadamente duas horas distante da chegada. Nesse momento, utilizo o Booking.com para verificar quais hotéis ainda possuem quartos disponíveis, comparar preços e analisar as avaliações de outros hóspedes. Assim, consigo manter boa parte do dia flexível e, ao mesmo tempo, chegar ao destino sabendo onde vou dormir.

Também presto atenção a dois detalhes importantes para quem está de motocicleta: a existência de estacionamento adequado e o horário de funcionamento da recepção. Um hotel pode parecer excelente nas fotografias, mas perder boa parte de sua conveniência se a moto tiver de permanecer na rua durante a noite ou se houver dificuldades para fazer o check-in depois de determinado horário.

Em várias viagens encontrei tarifas no Booking cerca de 20% inferiores às oferecidas diretamente no balcão dos hotéis. Isso aconteceu comigo, mas não significa que a plataforma seja sempre mais barata. Os preços variam conforme o estabelecimento, a temporada, a disponibilidade e eventuais promoções. Vale comparar antes de reservar e observar cuidadosamente as condições de cancelamento.

Essa estratégia também tem suas exceções. Durante feriados, grandes eventos e períodos de alta temporada, especialmente em destinos muito procurados, deixar a hospedagem para a última hora pode ser um risco desnecessário. Nessas situações, prefiro reservar com antecedência, procurando tarifas que permitam cancelamento ou alteração de datas.

3. Alimentação durante a viagem: deixe os grandes banquetes para a noite

A gastronomia argentina é um dos prazeres de qualquer viagem pelo país, e resistir a uma boa parrilla nem sempre é fácil. Entretanto, existe uma diferença importante entre aproveitar a culinária local durante uma noite tranquila e fazer uma refeição pesada quando ainda restam várias horas de estrada pela frente.

Em regiões como o Chaco, por exemplo, o calor e a umidade podem tornar a pilotagem bastante desgastante durante o verão. Passar horas utilizando botas, calça, jaqueta, luvas e capacete exige esforço físico, mesmo quando a estrada não apresenta grandes dificuldades. Se acrescentarmos a isso um almoço muito volumoso, o desconforto e a sonolência podem comprometer a concentração justamente quando ela é mais necessária.

Por esse motivo, durante os dias de deslocamento prefiro refeições leves, que sejam suficientes para manter a disposição sem provocar aquela sensação de estômago pesado. Um sanduíche, uma refeição simples ou pequenas paradas para alimentação costumam atender bem às minhas necessidades, sempre acompanhados de hidratação regular. O importante é não confundir comer pouco com deixar de se alimentar adequadamente, especialmente em jornadas longas e sob temperaturas elevadas.

Depois de chegar ao hotel, guardar a motocicleta e tomar um banho, a situação muda completamente. É quando gosto de procurar um restaurante interessante, experimentar as carnes argentinas e aproveitar a noite sem a preocupação de precisar voltar à estrada. Muitas vezes, esses momentos também rendem boas conversas e acabam se transformando em algumas das melhores lembranças da viagem.

E existe um cuidado que não admite negociação: se o cansaço ou a sonolência aparecerem durante a pilotagem, a decisão correta é parar e descansar. Nenhum horário previsto de chegada justifica continuar pilotando sem condições adequadas de atenção.

4. Ultrapassagens: cuidado com as setas dos caminhões

Essa é uma particularidade das rodovias argentinas que merece atenção especial, principalmente para quem está acostumado aos hábitos dos motoristas brasileiros. Na Argentina, o artigo 42 da Lei Nacional de Trânsito nº 24.449 estabelece que a seta esquerda do veículo à frente pode ser utilizada para informar aos condutores que vêm atrás que não é conveniente iniciar uma ultrapassagem.

O problema é que, na prática, nem todos os motoristas utilizam essa sinalização da mesma maneira. Alguns caminhoneiros ainda seguem costumes diferentes e podem acionar as setas com uma intenção que não corresponde ao significado previsto na legislação. Essa divergência cria uma situação potencialmente perigosa, especialmente em rodovias de pista simples, nas quais uma interpretação equivocada pode colocar o motociclista diante de um veículo que se aproxima no sentido contrário.

Por isso, aprendi a tratar qualquer sinalização feita pelo motorista à frente apenas como uma informação adicional, nunca como autorização para ultrapassar. Antes de iniciar a manobra, observo pessoalmente as condições da pista, a sinalização horizontal, a visibilidade disponível e a distância dos veículos que vêm em sentido contrário. Também considero o espaço necessário para concluir a ultrapassagem sem depender de uma aceleração excessiva ou de alguma reação inesperada dos outros condutores.

Mesmo que o caminhoneiro esteja tentando ajudar, ele pode não ter a mesma percepção das condições da estrada que você. Se existir qualquer dúvida, a melhor decisão é permanecer atrás e aguardar outra oportunidade. Afinal, quem está pilotando a motocicleta é quem precisa avaliar se a manobra pode ser realizada com segurança.

5. Fiscalização policial: como se comportar nos controles rodoviários

Encontrar controles policiais ao longo das rodovias argentinas é uma situação comum e não deve ser motivo de apreensão. Em geral, são procedimentos rotineiros, nos quais os agentes verificam a documentação, as condições dos veículos e o cumprimento das regras de trânsito. A melhor maneira de passar por essas abordagens é reduzir a velocidade com antecedência, observar a sinalização e seguir tranquilamente as orientações recebidas.

Um detalhe que merece atenção é o local onde a motocicleta deverá permanecer durante a fiscalização. Dependendo da estrutura do bloqueio e das instruções dos agentes, pode ser necessário parar em uma área específica, deslocar-se para o acostamento ou aguardar em outro ponto indicado pela autoridade. Não existe vantagem em tentar adivinhar o procedimento, principalmente quando isso pode significar permanecer desnecessariamente sobre a faixa de circulação.

Se não estiver claro onde o policial deseja que você estacione, uma pergunta simples costuma resolver a situação: “¿Dónde prefiere que estacione la moto?” É uma maneira educada de esclarecer a orientação e evitar mal-entendidos.

Durante a abordagem, mantenha a documentação acessível, responda às perguntas com tranquilidade e evite movimentos ou atitudes que possam gerar interpretações equivocadas. A grande maioria dessas situações é resolvida sem dificuldades quando existe colaboração e respeito de ambas as partes.

6. Simpatia e educação também fazem parte da bagagem

Ao longo dos anos, aprendi que a maneira como nos relacionamos com as pessoas pode influenciar bastante a experiência de uma viagem. Isso vale para qualquer lugar, mas ganha uma importância ainda maior quando estamos em outro país, utilizando um idioma diferente e dependendo, em algumas situações, da ajuda de pessoas que acabamos de conhecer.

Um cumprimento cordial ao chegar a um posto, um agradecimento ao recepcionista do hotel ou uma conversa descontraída com alguém em um restaurante podem render muito mais do que uma interação agradável. Não é raro receber uma indicação de estrada, descobrir um lugar interessante para visitar ou ficar sabendo de alguma condição local que não aparecia no planejamento. São informações que surgem naturalmente quando existe disposição para conversar e ouvir.

O mesmo princípio vale para as abordagens policiais. Educação não significa concordar com tudo nem abrir mão dos próprios direitos, mas reconhecer que uma postura tranquila costuma facilitar o diálogo. Em uma situação de dúvida ou divergência, é perfeitamente possível ser firme sem ser agressivo.

Você também não precisa dominar o espanhol para estabelecer uma boa comunicação. Expressões simples como “Buen día, ¿cómo está?”, “Muchas gracias por la ayuda” ou “Disculpe, ¿me puede orientar?” já demonstram respeito e boa vontade. É claro que um sorriso não resolve todos os problemas, mas dificilmente torna alguma situação pior.

7. Respeite as leis de trânsito, inclusive nas estradas desertas

Algumas rodovias argentinas parecem não ter fim. Existem trechos longos, com grandes retas, pouco movimento e paisagens que se repetem durante dezenas de quilômetros. Em determinadas regiões, é possível passar bastante tempo sem encontrar outro veículo, o que pode criar uma falsa sensação de liberdade para acelerar além do permitido ou realizar uma ultrapassagem em local proibido.

Entretanto, o fato de uma estrada estar praticamente vazia não significa que as regras de trânsito deixaram de existir. Limites de velocidade, faixas contínuas, placas de sinalização e demais normas continuam valendo, independentemente da quantidade de veículos em circulação. Além da possibilidade de fiscalização, essas regras existem para reduzir riscos que nem sempre são evidentes para quem está passando por determinado trecho pela primeira vez.

Quando uma autuação parece injusta

Durante uma viagem em grupo, vivi uma situação que ilustra a importância de conhecer tanto nossas obrigações quanto nossos direitos. Éramos quatro motociclistas quando fomos abordados pela polícia. Dois integrantes do grupo haviam cometido uma infração de trânsito, mas os agentes tentaram aplicar a mesma penalidade aos quatro, incluindo aqueles que não haviam participado da irregularidade.

Nós, que não tínhamos cometido a infração, contestamos a acusação de maneira firme, explicando nossa posição e deixando claro que não concordávamos com a penalidade. Depois da conversa, os policiais desistiram de nos autuar. A experiência reforçou uma convicção que carrego há muito tempo: respeitar as autoridades e cumprir a legislação não significa aceitar passivamente uma acusação que consideramos indevida.

Caso você seja abordado por uma infração que acredita não ter cometido, o primeiro passo é pedir uma explicação objetiva sobre o ocorrido. A legislação argentina prevê procedimentos formais para a fiscalização e a elaboração das autuações. O artigo 70 da Lei Nacional de Trânsito nº 24.449 estabelece deveres para os agentes, incluindo sua identificação e, nas situações previstas, a utilização de formulário regulamentar com entrega de cópia ao suposto infrator.

Se a discordância persistir, procure registrar as informações necessárias e informe-se sobre os procedimentos oficiais para apresentar sua defesa. Algumas perguntas em espanhol podem ajudar: “¿Cuál es la infracción que cometí?” (Qual infração cometi?), “¿Me puede entregar una copia del acta?” (Pode me entregar uma cópia da autuação?) e “¿Cómo puedo presentar mi descargo?” (Como posso apresentar minha defesa?).

O mais importante é compreender a diferença entre defender seus direitos e criar um confronto desnecessário. Se você realmente cometeu uma infração, siga os procedimentos legais, sem tentar oferecer pagamentos informais. Se acredita que está sendo acusado injustamente, apresente sua posição com tranquilidade, preserve sua segurança e utilize os canais adequados para questionar a autuação.

8. Restaurantes argentinos: entenda os 10% de gorjeta e o cubierto

Quem está acostumado ao funcionamento dos restaurantes brasileiros pode estranhar alguns detalhes na hora de pagar a conta na Argentina. O principal deles é a gorjeta, chamada de propina, que normalmente não aparece automaticamente no valor cobrado pelo estabelecimento. Embora seja um costume bastante difundido, especialmente em bares, cafés e restaurantes, trata-se de uma contribuição voluntária, cujo valor é escolhido pelo próprio cliente.

A referência mais comum é deixar aproximadamente 10% do total da conta quando o atendimento foi satisfatório. Se o serviço foi excepcional, algumas pessoas optam por oferecer um pouco mais, mas isso não constitui uma obrigação. Da mesma maneira, o cliente tem liberdade para reduzir o valor ou não deixar gorjeta caso considere o atendimento inadequado.

Cubierto não é gorjeta

Existe outra cobrança que costuma gerar dúvidas entre os visitantes: o cubierto, também chamado de servicio de mesa. Em alguns estabelecimentos, esse valor aparece discriminado na conta e corresponde a um serviço cobrado pelo restaurante, frequentemente associado à estrutura e aos itens disponibilizados à mesa. Sua aplicação depende das regras locais e das condições informadas pelo estabelecimento.

É importante não confundir as duas coisas. O cubierto integra a cobrança do restaurante, enquanto a propina é destinada ao atendimento e permanece voluntária. Portanto, encontrar uma taxa de serviço de mesa na conta não significa que a gorjeta já esteja incluída.

Tradicionalmente, muitos argentinos deixam a gorjeta em dinheiro, entregando o valor diretamente ao garçom ou deixando-o sobre a mesa. Entretanto, desde a regulamentação introduzida pelo Decreto 731/2024, os estabelecimentos abrangidos pela norma devem disponibilizar uma alternativa para receber gorjetas por meios eletrônicos, preservando a liberdade do consumidor de decidir se deseja contribuir e quanto pretende oferecer.

Na prática, basta conferir a conta, identificar se houve cobrança de cubierto e decidir se deseja acrescentar uma gratificação pelo atendimento. Conhecer esse costume evita dúvidas e situações desconfortáveis, além de permitir que você aproveite a excelente gastronomia argentina com mais tranquilidade.

Antes de viajar: três assuntos que merecem atenção especial

Além dessas dicas de estrada, existem três temas que considero fundamentais no planejamento de uma viagem internacional de motocicleta: a documentação exigida para cruzar a fronteira, a melhor maneira de administrar as despesas e a escolha de uma solução de internet e telefonia para utilizar durante o percurso. Como cada assunto envolve detalhes próprios e informações que podem mudar com o tempo, preferimos tratá-los em artigos específicos, que podem ser consultados e atualizados independentemente deste guia.

Considerações finais

Viajar de moto pela Argentina não exige uma preparação complicada, mas recompensa quem se preocupa com os detalhes. Planejar os abastecimentos, manter alguma flexibilidade nas hospedagens, cuidar da alimentação e compreender determinadas particularidades do trânsito são atitudes simples que ajudam a tornar a experiência mais segura e agradável. Da mesma forma, conhecer os costumes locais e manter uma postura respeitosa nas interações faz parte de viajar bem.

Depois de tantos anos percorrendo estradas argentinas, continuo acreditando que uma das grandes qualidades do mototurismo é a possibilidade de descobrir lugares e conhecer pessoas sem transformar cada dia em uma obrigação de cumprir horários e distâncias. O planejamento é importante justamente porque nos dá tranquilidade para aproveitar aquilo que não estava previsto, seja uma paisagem que mereça uma parada mais demorada, uma conversa interessante ou a decisão de passar a noite em uma cidade diferente da inicialmente escolhida.

No fim das contas, viajar de motocicleta é muito mais do que percorrer a distância entre dois pontos. É aprender a lidar com os imprevistos, adaptar o roteiro quando necessário e acumular experiências que, muitas vezes, permanecem na memória por muito mais tempo do que os próprios destinos.

Boas estradas e até a próxima viagem!

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