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21 de outubro de 2020

Bagagem em viagens de motocicleta

Neste artigo não vamos ensinar ninguém a fazer mala ou amarrar bagagem. Até porque, existem centenas de modos de fazer isso e se o seu funciona para você, está ótimo para nós. O que queremos aqui é lembrá-lo das consequências de não se ter a devida atenção no momento de prender a bagagem à moto e dar algumas dicas simples, mas muitas vezes esquecidas em meio ao planejamento de uma grande viagem de moto. E não adianta, quanto mais experiente o motociclista, mais ele vai – involuntariamente – relaxando com alguns itens de uma longa viagem. A bagagem não pode ser um deles.

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Uma moto carregada tem comportamento distinto na pilotagem de uma moto sem carga. O centro de gravidade normalmente fica deslocado para trás, uma vez que a maior capacidade de carga se encontra exatamente atrás do piloto (ou na mala sobre o banco da garupa ou nos baús). Por outro lado, a frente fica leve e os controles, às vezes, mais sensíveis. Busque entender esse novo comportamento da moto. Regule os espelhos retrovisores, o facho do farol (que tende a ficar elevado) e a tensão da corrente de transmissão (se for o caso) com a moto carregada. Dê também especial atenção à calibragem dos pneus nessa nova configuração.

Concentrar o peso da bagagem de forma a não alterar de forma significativa o centro de equilíbrio da moto, não ultrapassar os limites de carga dos baús (CUIDADO! Muita gente nem sabe qual o limite de carga do seu equipamento), utilizar acessórios apropriados e de qualidade para prender a bagagem que for fora dos baús (nós preferimos usar materiais elásticos a fitas), utilizar porcas do tipo auto travante (conhecidas também como “parlock”) e arruelas de pressão para prender os baús, etc. são procedimentos simples e que não custam muito dinheiro se compararmos com o prejuízo que pode ocorrer no caso de um baú se soltar ou de sua bagagem sair voando.

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Além do peso, preocupe-se também com a interferência aerodinâmica da bagagem. Deixar a bagagem “frouxa”, obviamente, ninguém em sã consciência deixa. Mas o conceito “frouxo” muda, junto com o terreno em que você está pilotando. Pilotar no asfalto, em boas condições, exige muito menos do equipamento que prende sua bagagem do que uma pilotagem num trecho fora-de-estrada (por isso preferimos os materiais elásticos, que permitem uma certa “flutuação” sem perder tensão). E muitas vezes, fazemos a transição de um tipo de terreno para outro sem revisar – ou reapertar – as amarras/prendedores de bagagem. Procure se “educar” para – ao fazer essa transição – parar a moto e checar toda a bagagem. E se necessário, obviamente, reaperte tudo. E no retorno ao asfalto também, porque depois de sacolejar no off-road, a bagagem pode ter ficado solta.

E por fim, é claro que todos nós – motociclistas estradeiros – sabemos que cada moto possui uma “capacidade máxima de carga”, certo? CERTO?Rsrs… Ou deveríamos saber, por questões óbvias de segurança. Por exemplo, as Yamaha modelo XT 600E tinham capacidade total em torno de 362 kg (sendo que comporta 190 kg referente ao condutor/passageiro/bagagem, o restante é o peso da moto) e as XT 660R tem capacidade de 367 kg (total) sendo : 181 kg de peso da moto em ordem de marcha (tanque cheio) + 186 kg de condutor/passageiro/bagagem). Enfim, cada moto tem seu limite e isso está no manual, se você não sabe o limite da sua procure se informar. Isso evitará quebra de quadro, problemas na suspensão e, claro, eventuais acidentes na estrada.

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