SURINAME: requisitos para brasileiros em turismo terrestre com motocicleta

Viajar de moto para outro país exige alguns cuidados que começam muito antes de cruzar a fronteira. Documentos pessoais, habilitação, seguros e exigências para circulação da motocicleta podem variar de um destino para outro.

Para facilitar seu planejamento, reunimos neste guia as principais informações sobre o que é necessário para viajar de moto ao Suriname, evitando surpresas que possam comprometer sua viagem.

Atualizamos estas informações com base em fontes oficiais e de grande circulação até outubro/2026. As normas podem mudar, então recomendamos confirmar tudo na hora de viajar.

1. Entrada no país por via terrestre

  • Brasileiros não precisam de visto para entrar como turistas ou para visitar familiares e amigos por até 90 dias.
  • O documento exigido é o passaporte válido, com no mínimo 6 meses de validade a partir da data de entrada. O RG brasileiro não é aceito.
  • Duas providências são obrigatórias:
    • pagar a Entry Fee (taxa de entrada) online antes da viagem, por aproximadamente US$ 50 ou € 50, mais a taxa de serviço da VFS Global. O voucher deve ser impresso e apresentado;
    • preencher o formulário online de Imigração e Alfândega (ICF) até 7 dias antes da chegada.
  • Podem ser pedidos comprovante de hospedagem, meios financeiros e passagem de saída.

2. Entrada com a motocicleta

  • A moto entra pelo regime de admissão temporária (Temporary Import Permit, o TIP).
  • Os documentos típicos são:
    • passaporte, voucher da Entry Fee e formulário ICF;
    • CNH física válida;
    • CRLV ou outro documento de propriedade da moto;
    • autorização, se a moto não está no nome de quem conduz.
  • Na fronteira (principalmente Albina, para quem vem da Guiana Francesa, ou em outros pontos), é preciso contratar o seguro local de responsabilidade civil (WAM) e obter o TIP.
  • O prazo da moto no país costuma acompanhar o prazo migratório. Frequentemente é de 30 dias no início, com possibilidade de extensão.

3. Pilotar no país

  • A CNH brasileira física é aceita por um período curto. Alguns relatos indicam até 14 dias.
  • Para permanências maiores, a PID (Permissão Internacional para Dirigir) é fortemente recomendada e, na prática, exigida.
  • Depois do prazo de turista, quem quer continuar dirigindo precisa regularizar a habilitação local.

4. Seguros pessoais

  • Seguro de saúde ou de viagem não é obrigatório para entrar.
  • Recomendamos fortemente contratar um. A infraestrutura de saúde no interior e em áreas remotas é limitada.

5. Seguro da moto

  • O WAM (Wettelijke Aansprakelijkheid Motorrijtuigen) é o seguro obrigatório de responsabilidade civil para veículos a motor.
  • Veículos estrangeiros devem contratá-lo na fronteira, em postos próximos à aduana, como em Albina. Há opções só para o Suriname e outras para Suriname e Guiana.
  • A Carta Verde (Mercosul) não tem validade no Suriname.

6. Equipamentos específicos

  • O casco é obrigatório para piloto e garupa.
  • Não há exigência nacional generalizada de colete refletivo. Recomendamos o uso.
  • Luzes acesas, espelhos e freios precisam estar em bom estado.

7. Exigências sanitárias

  • A vacina contra febre amarela é obrigatória para viajantes procedentes de países com risco de transmissão, e o Brasil está nessa lista.
  • É preciso apresentar o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP), com aplicação de pelo menos 10 dias antes da entrada, para maiores de 1 ano.
  • Não há exigência de vacina nem de teste contra Covid-19.
  • Outras vacinas, como a de hepatite A, são recomendadas.

8. Outras exigências

  • Comprovante de hospedagem e de meios financeiros pode ser pedido.
  • As principais fronteiras terrestres do Suriname são com a Guiana Francesa (Albina) e, de forma mais complexa, com a Guiana.
  • O tráfego no Suriname é pela esquerda (mão inglesa).

9. Observações

  • A Entry Fee e o formulário ICF são os itens mais críticos e devem ser feitos antes de chegar à fronteira ou ao aeroporto.
  • Na fronteira terrestre, prepare-se para contratar o seguro WAM na hora, com dinheiro ou cartão em mãos.
  • Leve sempre os documentos físicos (passaporte, CNH, CRLV, CIVP de febre amarela, voucher da Entry Fee e o ICF impresso).
  • Recomendamos seguro viagem com cobertura médica e repatriação, principalmente para quem vai ao interior.
  • O idioma oficial é o holandês. Inglês e português são falados em menor escala em áreas turísticas.

ATENÇÃO: as informações podem mudar, então confirme nos sites oficiais perto da data da viagem. E lembre-se: VOCÊ é o responsável pelo sucesso de sua viagem!

Fontes principais que consultamos

  • Embaixada do Brasil em Paramaribo (gov.br)
  • Portal oficial Suriname E-Visa / VFS Global (Entry Fee)
  • Autoridades de Imigração e Alfândega do Suriname (ICF e admissão de veículos)
  • CDC e orientações de saúde internacional sobre febre amarela
  • Relatos atualizados de fronteira (Albina) e seguradoras locais (WAM)
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