COLÔMBIA: requisitos para brasileiros em turismo terrestre com motocicleta

Viajar de moto para outro país exige alguns cuidados que começam muito antes de cruzar a fronteira. Documentos pessoais, habilitação, seguros e exigências para circulação da motocicleta podem variar de um destino para outro.

Para facilitar seu planejamento, reunimos neste guia as principais informações sobre o que é necessário para viajar de moto à Colômbia, evitando surpresas que possam comprometer sua viagem.

Atualizamos estas informações com base em fontes oficiais e de grande circulação até outubro/2026. As normas podem mudar, então recomendamos confirmar tudo na hora de viajar.

1. Entrada no país por via terrestre

  • Brasileiros não precisam de visto para entrar como turistas.
  • Basta o RG brasileiro (em perfeito estado de conservação e com foto que permita identificação clara) ou o passaporte válido. A CNH não vale como documento de identidade.
  • A permanência é de até 90 dias, prorrogável por mais 90, num total de até 180 dias no ano civil, a critério das autoridades.
  • A Migración Colombia pode pedir comprovante de saída do país, hospedagem e meios financeiros.
  • Recomendamos preencher o formulário Check-Mig (pré-registro migratório) antes da chegada. Ele é exigido principalmente em aeroportos, mas também ajuda em fronteiras.

2. Entrada com a motocicleta

  • A moto entra pelo regime de importação temporária (admissão temporária), junto à DIAN, a Aduana colombiana.
  • Os documentos obrigatórios são:
    • documento de identidade (RG ou passaporte);
    • CNH física válida;
    • CRLV original (documento de propriedade);
    • SOAT vigente, que pode ser comprado por dias para veículos estrangeiros.
  • Se a moto não está no nome de quem conduz, é necessária uma autorização formal.
  • Veículos estrangeiros precisam de pré-registro no sistema RUNT (Registro Único Nacional de Tránsito).
  • O prazo da moto no país acompanha o prazo migratório concedido.

3. Pilotar no país

  • A CNH brasileira física vale para turistas durante a permanência autorizada, de até 90 dias ou o período concedido.
  • A PID (Permissão Internacional para Dirigir) é recomendada, porque facilita as fiscalizações.
  • Depois do prazo de turista, quem quer continuar dirigindo precisa homologar a habilitação ou obter a colombiana.

4. Seguros pessoais

  • Seguro de saúde ou de viagem não é obrigatório para entrar.
  • Recomendamos fortemente contratar um. A Colômbia não oferece atendimento médico público gratuito a turistas.

5. Seguro da moto

  • O SOAT (Seguro Obligatorio de Accidentes de Tránsito) é obrigatório para qualquer veículo que circule no país, inclusive os de placa estrangeira.
  • Ele cobre morte, invalidez e despesas médicas de pessoas envolvidas em acidente. Não cobre danos ao veículo.
  • Para veículos estrangeiros, é possível contratar o SOAT por dias, com vigência ajustada ao tempo de permanência, principalmente em zonas fronteiriças. Ele deve ser comprado antes da entrada ou na própria entrada.
  • A Carta Verde (Mercosul) não substitui o SOAT.

6. Equipamentos específicos

  • O casco é obrigatório para piloto e garupa.
  • Não há exigência nacional generalizada de colete refletivo. Recomendamos muito o uso por segurança, principalmente em rodovias e à noite.
  • Luzes acesas, espelhos e freios precisam estar em bom estado. Em algumas cidades e regiões, podem existir regras de trânsito adicionais.

7. Exigências sanitárias

  • Nenhuma vacina é obrigatória para a entrada geral na Colômbia vindo do Brasil. Desde o final de 2024, a exigência de febre amarela para procedentes do Brasil foi eliminada.
  • A vacina contra febre amarela é altamente recomendada se o roteiro incluir áreas de selva, Amazônia colombiana, Orinoquía, Parque Tayrona ou municípios de alto risco. Ela pode ser pedida em postos sanitários ou na entrada de parques nacionais. A dose deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes.
  • Não há exigência de vacina nem de teste contra Covid-19.

8. Outras exigências

  • Comprovante de hospedagem, passagem de saída e meios financeiros pode ser pedido.
  • As rotas terrestres do Brasil até a Colômbia são limitadas. Na maioria dos casos, passam pela Venezuela ou pelo Equador, porque não há fronteira terrestre direta Brasil-Colômbia de fácil acesso para motos.
  • Em algumas regiões de conflito ou de segurança especial, há restrições de circulação.

9. Observações

  • O SOAT é o item mais crítico para a moto. Sem ele, a circulação é irregular e sujeita a multa ou retenção do veículo.
  • Leve sempre os documentos físicos (RG ou passaporte, CNH, CRLV e SOAT impresso).
  • A fiscalização de trânsito na Colômbia é rigorosa, e multas por falta de SOAT ou de documentos são comuns.
  • Recomendamos seguro viagem com cobertura médica alta e assistência 24 horas.
  • Em rotas de montanha e serra (Andes), fique atento ao clima e à altitude.

ATENÇÃO: as informações podem mudar, então confirme nos sites oficiais perto da data da viagem. E lembre-se: VOCÊ é o responsável pelo sucesso de sua viagem!

Fontes principais que consultamos

  • Embaixada do Brasil em Bogotá (gov.br)
  • Migración Colombia
  • DIAN e RUNT (veículos estrangeiros e SOAT)
  • Ministério da Saúde da Colômbia (Circular sobre Febre Amarela)
  • Código Nacional de Tránsito e orientações sobre habilitação de estrangeiros

Rolar para cima